3 segredos de um diplomata para aprender outros idiomas

DSC01209-680x1024 (1)Shawn Kobb, diplomata americano, revelou no artigo Business Insider os seus segredos para aprender outros idiomas.

Shawn Kobb trabalha no United States Foreign Service por quase 8 anos e já serviu na Ucrânia, Bahamas, Washington DC, Afeganistão e Áustria. Em seu blog www.ForeignServiceTest.com, Shawn ajuda as pessoas a passarem no teste do Foreign Service.

 

 

 

No início do serviço, os diplomatas americanos não são obrigados a falar outros idiomas além do Inglês, mas depois, são obrigados a se tornar fluentes em pelo menos uma língua estrangeira dentro dos primeiros cinco anos.

Fluência em pelo menos duas línguas estrangeiras é necessária para atingir os altos escalões. A maioria dos diplomatas americanos falam três ou mais línguas estrangeiras, com pelo menos alguma proficiência. Para os amantes da aprendizagem de idiomas, um dos maiores benefícios de um emprego no United States Foreign Service é ser pago para aprender línguas estrangeiras.

O United States Foreign Service  treina diplomatas em mais de 80 línguas diferentes. Classes e mais classes de estudantes falando francês, alemão, mandarim, norueguês, português, coreano, entre outras línguas.

Veja aqui os 3 segredos de Shawn Kobb para aprender outros idiomas.

Rotina

Treinar é necessário, e, quanto menos uso da língua você fizer, mais lento será seu aprendizado. “Nós passamos um mínimo de cinco horas trabalhando na conversação, técnicas de entrevista, leitura e fazendo apresentações. Quase 100% do tempo estamos fazendo tudo na língua estrangeira, principalmente depois das primeiras semanas de instrução inicial. As classes raramente têm mais de quatro estudantes por professor”, conta Kobb.

Nem todos nós somos diplomatas e estamos sendo pagos para aprender uma nova língua, mas a lição que se fica é a necessidade do treinamento intenso: leitura fora da aula, vídeo-aulas disponíveis gratuitamente na internet, consulta a vocabulários. Mas a “tarefa de casa” mais recomendada por Kobb é uma que pode parecer bem embaraçosa: gravar frases na língua estrangeira e depois ouvir para julgar o próprio uso do idioma.

Objetíficos específicos

“Diferente da maioria da população que estuda uma língua estrangeira, nós, diplomatas, temos um objetífico bem específico: passar em uma prova antes de ir cumprir nosso trabalho ao redor do mundo”, diz Shawn. “Enquanto conversação diária é importante para nossas vidas, nosso teste requer um nível especificamente alto em assuntos extremamente difíceis. Geralmente espera-se que consigamos conversar por horas sobre assuntos como meio-ambiente, o sistema política dos Estados Unidos, educação, exército, e outros tópicos que o estudante casual pode não estar interessado”, completa o diplomata.

Esse é o objetivo de todo diplomata que passa pelo FSI, o necessário agora é descobrir qual o seu próprio. Seja poder conversar com alguém em outra língua, ou saber conversar sobre um assunto específico, como negócios ou economia, o objetivo precisa ser alcançado por fora da conversação normal, como um nível acima.

Não espere que tudo venha dos estudos formais

Complemente com coisas que você pode fazer em casa. Para Shawn, o truque é identificar verbos e palavras chaves durante uma conversação e que precisem ser dominados com maestria. E a Internet mudou isso, como diz o diplomata, ao citar sites como o FluentIn3Months, que dá dicas de como melhorar sua fluência em idiomas.

“Se você participa ativamente das aulas, faz seus deveres, se engaja, leva a sério, você vai se sair bem no teste, vai saber conversar. Mas ser confundido com um nativo? Nunca”, diz Kobb.

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