Aprender inglês: o que isso significa?

O que significa “aprender algo”?

Eu posso ser um ótimo motorista sem saber qual é a diferença entre um motor diesel e outro a gasolina. Saber dirigir significa entender tudo de um carro?

Eu consigo me expressar bem em português sem saber o que é uma oração subordinada. Para saber uma língua é necessário estudar tudo sobre ela?

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Aprender inglês: o que isso significa?

O termo “aprender inglês” é muito usado, mas qual é o seu real significado?

Temos 3 possíveis explicações e mais para frente uma reflexão sobre cada uma delas:

  • Se “aprender inglês” significa conhecer sua estrutura, saber formar frases interrogativas e negativas, decorar os verbos irregulares, vocabulário e até transformar frases para a voz passiva, então você já deve ter aprendido no 2° grau e não precisa mais se preocupar – basta rever a matéria e estará pronto para se comunicar.
  • Se “aprender inglês” significa memorizar frases e expressões de forma mecânica e repetitiva, terminar o Livro X do Cursinho Y, ou ter um certificado do Cursinho Z, muitos de vocês também já estão prontos.
  • Entretanto, se “aprender inglês” significa falar com naturalidade, sentir-se à vontade na presença de estrangeiros, acompanhar filmes e as notícias da BBC ou da CNN, ter acesso a toda informação disponível na Internet, argumentar, defender seus pontos de vista, comprar e vender em inglês, construir laços de amizade/namorar em inglês, funcionar como um ser humano normalmente funciona em sociedade, conhecer os costumes e as diferenças culturais, notar quando alguém fala com sotaque, então você já não precisa frequentar mais classes de estudar horas em casa.

Na 1ª explicação vimos que “aprender inglês” significa armazenar informações e conhecimento a respeito da estrutura gramatical da língua na sua forma escrita predominantemente. Talvez essa seja a situação ideal para quem precisa do inglês instrumental e não está muito focado na comunicação oral da língua.

Já na 2ª, o termo significa marchar no compasso de um plano didático predeterminado, memorizando vocabulário, frases e expressões de forma mecânica ou repetitiva em contextos fora da realidade do aluno. O pensamento continua a se estruturar nas formas da língua materna e o esforço é todo dirigido a traduzir rapidamente. O aluno terá mais dificuldade de alcançar espontaneidade na comunicação, mas, por outro lado, pode ser a forma de aprendizagem mais eficaz para determinado tipo de aluno, mais analítico, com mais habilidades racionais e menos espontâneas

E por fim, na 3ª explicação, “aprender inglês” significa desenvolver habilidades funcionais. É o que a linguística moderna denomina de assimilação natural. É um processo equivalente ao de assimilação da língua materna pelas crianças e pode significar reaprender a estruturar o pensamento, desta vez nas formas de uma nova língua.

Se assemelha ao comportamento humano, fruto de convívio, de situações reais de interação em ambientes da cultura estrangeira. O aprendiz é protagonista e não espectador e sua realidade faz parte do contexto em que a comunicação ocorre.

O aprendizado é resultado de um processo de relacionamento que ocorre num plano pessoal-psicológico entre quem transmite e quem assimila e onde o direcionamento principal é sempre o ato comunicativo e a língua-alvo apenas seu instrumento.

Portanto, quando pensamos em “aprender inglês” precisamos entender exatamente o que queremos para saber onde buscá-lo e por isso é essencial que nas suas primeiras aulas de língua inglesa você converse com o/a seu/sua professor/a para definir em quais dessas modalidades você se encaixaria em como VOCÊ aprender inglês.

Como o nosso cérebro aprende inglês?

A base do aprendizado é a prática constante.

O cérebro descarta quando não utilizarmos o que aprendemos ou vivenciamos.

Não é possível ter certeza de como esse processo funciona exatamente no cérebro, mas sabemos que a aquisição de informações se processa por vários canais e que sons, palavras, números e, principalmente, conceitos acabam sendo armazenados na memória.

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COMO O CÉREBRO RETÉM UMA INFORMAÇÃO?

Segundo o médico Dr. Wilson Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, é importante saber distinguir “a memória da qual precisamos por curto prazo daquela que arquivamos para que seja mantida por tempo indeterminado.

Veja um exemplo: muitas vezes, atribuímos a certas informações um caráter imediato. Olho o número de um telefone na agenda, faço a ligação e alguns segundos depois não me lembro mais do número que disquei. Outras, porém, quero guardar na memória e sou capaz de recordar-me delas depois de décadas.

Tanto a aquisição da informação quanto sua disponibilização dependem de todos os processos cerebrais que envolvem o indivíduo em determinado momento.

Sendo assim, a atenção para aquisição, o condicionamento da informação e a busca pela informação são fundamentais para que a memória se torne plena, ou seja, para que o fato ou dado de que precisamos num momento seja disponibilizado da maneira correta e no tempo correto.”

Isto é, se você quer se lembrar de uma informação mais tarde, é preciso que você se esforce para que isso aconteça.

COMO RETER O CONHECIMENTO?

De acordo com a explicação de Dr. Wilson Jacob Filho, podemos concluir que, para reter o conhecimento, é necessário transformar a memória de curto prazo em memória de longo prazo, ou seja, aquela que vai ficar guardada no cérebro de forma permanente.

Como fazer isso? Como reter o que aprendemos nas aulas de inglês? Existem 2 formas, confira abaixo:

#1 Estudar por várias horas uma mesma matéria e depois fazer uma pausa longa. Por exemplo, passar a manhã inteira estudando e parar na hora do almoço.

#2 Distribuir os horários de estudo e variar as matérias. Por exemplo, estudar na parte da manhã a matéria A por 30 minutos e depois, na parte da tarde, estudar a matéria B por mais 30 minutos.

Qual das duas formas é mais eficaz?

Depende do perfil da pessoa, porém, geralmente, a 2ª forma é mais efetiva. Por quê? Devido a distribuição e a variação. Não adianta estudar por horas um mesmo conteúdo. Com o tempo o cérebro se cansa e não retém o conhecimento.

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