Pesquisa revela que o cérebro de bilíngues reprime palavras negativas

Uma pesquisa realizada na Universidade de Bangor revelou que o cérebro de pessoas bilíngues processa palavras positivas, neutras e negativas de forma diferente.

speaking and listening

Ou seja, se alguém te xingar em japonês, você provavelmente vai se importar bem menos do que se fosse em português. Isso acontece porque ao escutar palavras positivas ou neutras em inglês, por exemplo, você as traduz para o português. Agora, já com palavras negativas, essa resposta não acontece. O que sugere que elas foram ignoradas.

Segundo o Guillaume Thierry, da Universidade de Bangor, disse que a equipe esperava encontrar modulação entre as diferentes palavras – e talvez uma reação elevada à palavra emocional – mas o que ela encontrou foi exatamente o oposto: o cancelamento da resposta às palavras negativas”.

O pesquisador Yanjing Wu, psicólogo também da Universidade de Bangor., completou: “criamos esta experiência para desvendar as interações inconscientes entre o processamento de conteúdo emocional e o acesso ao sistema da língua nativa. Acho que identificamos, pela primeira vez, o mecanismo pelo qual a emoção controla os processos de pensamento fundamentais fora da consciência”.

Então, em resumo, as pessoas não estão conscientes de que estão “reprimindo” as palavras ruins, mas fazem mesmo assim. A hipótese é que o cérebro deve ter um “mecanismo de proteção” para evitar traumas.

Os pesquisadores também disseram que pessoas bilíngues normalmente respondem emocionalmente a menos palavras em sua segunda língua. Palavrões em uma língua estrangeira, por exemplo, nem sempre são tão “chocantes” quanto na nativa. Pessoas também se sentem mais confortáveis em discutir assuntos “delicados” em outra língua que não a sua.

Suprimir palavras ruins e ficar mais aberto a conversas delicadas, mesmo que numa segunda língua, são apenas mais alguns benefícios do bilinguismo, que até então tem sido uma fonte de vantagens do ponto de vista científico.

Fonte: hype science.

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