Pequenos textos em inglês com tradução

Você provavelmente já está cansado de ouvir por aí que aprender inglês é um dos melhores investimentos que um ser humano pode fazer nos dias de hoje. Pois bem, pode soar repetitivo, mas isso não faz com que a afirmação seja menos verdadeira.

Ganhar fluência na língua inglesa pode te beneficiar de diversas maneiras. Currículo, viagens, intercâmbios…

São diversas as ocasiões em que alguém bilíngue acaba tendo vantagens.

Para te ajudar na missão de ir cada vez mais fundo no domínio da língua de Shakespeare, separamos alguns pequenos textos com tradução.

livros

Os textos são simples e bem fáceis de ler. Assim, você poderá se familiarizar com os termos mais simples da língua inglesa. Tente não recorrer ao dicionário de imediato quando não entender uma palavra. Muitas vezes seu significado é revelado ao longo da leitura.

1º Texto em inglês com tradução em português

INGLÊS: Bear Attack!

It was a pleasant, sunny day in August in a coastal village in New Brunswick, Canada. Damian and Danny both 16, decided to go for a walk on one of the woodland trails near the village. The thought of danger on that trail never crossed their minds, but within minutes they found themselves in an unusual and terrifying three-hour ordeal!

Life is often like that, isn’t it? Things seem to be going quite smoothly, but then suddenly, without warning, there is a serious accident or disease which changes everything. God’s Word, the holy Bible, says in Proverbs 27:1 “Boast not thyself of tomorrow; for thou knowest not what a day may bring forth.”

Very soon Danny and Damian saw an osprey nest in a tree in a blueberry field and stopped on the trail to look at it. They became aware that everything was strangely quiet – too quiet. When they looked around, there, about 30 feet behind them, was a large, black bear! It gave the boys quite a start, but they weren’t too afraid because they had read that black bears were shy and passive. They began to slowly walk away.

Suddenly the bear charged them! The boys knew there was no chance of outrunning the bear, and due to a recent forest fire there were no trees to climb. They hit the dirt and played dead, tucking in their arms and legs. They desperately hoped the bear would lose interest in them and go away. However, for some unknown reason, this bear was not reacting like most black bears.

He circled the two boys, sniffed them, reared up, whacked the bushes beside them, and even bit Damian’s shoe. After a while he seemed to lose interest in them, so the terrified boys made a dash for freedom. But this sparked the bear’s interest in them again, and he chased them. The bear was about to them, so they wisely played dead again.

Once more the bear circled them, then reared up on his hind legs. The two friends, frozen with fear, could hear his heavy breathing. Time seemed to stand still, but in reality several hours passed. The bear was in no hurry.

What followed was the worst part of all. The bear sniffed Damian and then Danny. Going back to Damian he pushed his snout in Damian’s ribs and tried to roll him over. Damian braced himself. Back to Danny again. The bear pulled off his boot, licked his leg and heel, and then bit Danny’s heel! After licking Danny’s toes he bit into the big toe! He licked Danny’s elbow next, and then decided to chew on the rubber boot for a while. Then he went back to Damian and bit him in his back parts, then to Danny, biting him in the same place.

Just when the boys thought he was retreating again, the bear decided to circle them another time. He pulled off Danny’s other boot and chewed on it. Finally, the bear retreated.

The two injured boys scrambled to their feet. They figured the bear might chase them again, so they ran as fast as they could to the end of the trail. They ran to the first house they saw and, thankfully, found the front door unlocked and ran right in. The angry bear, close behind, ripped clothes off the clothesline and tore the screen on the neighbor’s back door. But Danny and Damian were safe at last!

PORTUGUÊS: Atacados Por Um Urso!

Era um agradável e ensolarado dia de agosto em um vilarejo na costa de New Bruswick, Canadá. Damian e Danny, ambos com dezesseis anos, resolveram dar uma caminhada em uma das trilhas da floresta próxima à aldeia. Nunca lhes passou pela cabeça que pudesse existir qualquer perigo em andar por aquelas trilhas, mas não demorou para que se achassem envolvidos nas mais aterradoras três horas de suas vidas.

Geralmente a vida é assim. As coisas parecem estar bem tranquilas até que, de repente, sem nenhum aviso, acontece um acidente sério ou surge uma doença grave que muda tudo. A Palavra de Deus, a Bíblia sagrada, nos diz em Provérbios 27.1: “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará”.

Logo Danny e Damian encontraram um ninho de águia-pescadora sobre uma árvore em meio a um campo de amoreiras, e pararam para observá-lo. Eles notaram que tudo estava estranhamente quieto – quieto até demais. Quando olharam para trás, a menos de dez metros deles havia um enorme urso negro! Aquilo causou um imenso susto nos rapazes, mas não tiveram muito medo, pois haviam lido que os ursos negros costumam evitar as pessoas. Eles começaram então a se afastar vagarosamente.

Mas, de repente, o urso começou a correr em direção a eles. Os rapazes sabiam que é impossível se escapar de um urso correndo, e bem no lugar onde estavam não havia uma árvore baixa onde pudessem subir. Valendo-se de um último recurso, usado por caçadores em situações semelhantes, os dois se jogaram no chão e fingiram estar mortos, encolhendo-se para protegerem os braços e as pernas. Eles esperavam desesperadamente que o urso perdesse o interesse neles e fosse embora. Porém, por alguma razão desconhecida, o urso não estava reagindo como a maioria dos ursos negros.

Ele andou ao redor dos rapazes, cheirou-os, ergueu-se sobre as patas traseiras, deu tapas nos arbustos que havia atrás deles, e até mordeu o sapato de Damian. Depois de algum tempo, já parecia ter perdido o interesse nos rapazes; foi o suficiente para que os dois saíssem em disparada, tentando fugir. Mas aquilo despertou novamente o interesse do urso, que passou a persegui-los. O urso estava quase alcançando os dois, quando novamente resolveram fingir que estavam mortos.

Mais uma vez o urso andou ao redor deles, e voltou a se erguer sobre as patas traseiras. Os dois amigos, petrificados de medo, podiam escutar a respiração do urso próximo a eles. O tempo parecia haver parado, mas na verdade algumas horas se passaram. O urso parecia não ter pressa.

O que se seguiu foi a pior parte. O urso cheirou Damian e depois Danny. Voltando para Damian, enfiou seu focinho por debaixo do braço do rapaz e tentou virá-lo de barriga para cima. Damian ficou firme, todo encolhido. O urso voltou-se para Danny. Arrancou sua bota, lambeu sua perna e calcanhar, e então mordeu o calcanhar de Danny! Depois de lamber os dedos do pé de Danny, deu uma mordida em seu dedão! Então passou a lamber o cotovelo de Danny, e resolveu mastigar um pouco a bota de borracha. Voltou-se outra vez para Damian deu-lhe várias mordidas nas costas e nádegas, fazendo o mesmo com Danny.

Quando os jovens pensaram que o urso estava desistindo outra vez, ele resolveu voltar a andar ao redor dos rapazes novamente. Arrancou a outra bota de Danny e a mastigou. Finalmente o urso se afastou.

Os dois rapazes, feridos, puseram-se em pé. Achando que o urso poderia voltar a persegui-los, correram o mais que podiam até o fim da trilha. Foram em direção à primeira casa que encontraram e, felizmente, a porta da frente estava destrancada. Nem bem haviam entrado, chegou o urso feroz, arrancou as roupas do varal e rasgou a tela que havia na porta dos fundos. Mas agora Danny e Damian estavam a salvo!


2º Texto em inglês com tradução em português

INGLÊS: The raven (Edgar Allan Poe, 1845)

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
” ‘Tis some visitor”, I muttered, “tapping at my chamber door –
Only this, and nothing more.”

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; – vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow – sorrow for the lost Lenore –
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore –
Nameless here for evermore.

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me – filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating:
” ‘Tis some visitor entreating entrance at my chamber door;
Some late visitor entreating entrance at my chamber door; –
This it is and nothing more.”

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
“Sir,” said I, “or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is, I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you.” – here I opened wide the door: –
Darkness there and nothing more.

Deep into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token.
And the only word there spoken was the whispered word, “Lenore!”
This I whispered, and an echo murmured back the word, “Lenore!” –
Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping, something louder than before.
“Surely,” said I, “surely that is something at my window lattice;
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore –
Let my heart be still a moment, and this mystery explore; –
“‘Tis the wind, and nothing more.”

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately Raven of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he,
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door –
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door –
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
“Thoug thy crest be shorn and shaven, thou,” I said, “art sure no craven,
Ghastly grim and ancient Raven wandering from the Nightly shore –
Tell me what thy lordly name is on the Night’s Plutonian shore!”
Quoth the Raven, “Nevermore”.

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning – little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blêssed with seeing bird above his chamber door –
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as “Nevermore”.

But the Raven, sitting lonely on that placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered; not a feather then he fluttered –
Till I scarcely more than muttered: ”Other friends have flown before –
On the morrow he will leave me as my Hopes have flown before.”
Then the bird said, ”Nevermore”.

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
“Doubtless,” said I, “what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore –
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of “Never – nevermore”.”

But the Raven still beguiling all my sad soul into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore –
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking “Nevermore”.

Thus I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom’s core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion’s velvet lining that the lamp-light gloated o’er,
But whose velvet violet lining with the lam-plight gloating o’er
She shall press, ah, nevermore!

Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose foot-falls tinkled on the tufted floor.
“Wretch”, I cried, “thy God hath lent thee – by these angels he hath sent thee
Respite – respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!”
Quoth the Raven, “Nevermore”.

“Prophet!”, said I, “thing of evil! – prophet still, if bird or devil! –
Whether Tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate, yet all undaunted, on this desert land enchanted –
On this home by Horror haunted – tell me truly, I implore –
Is there – is there balm in Gilead? – tell me – tell me I implore!”
Quoth the Raven, “Nevermore”.

“Prophet!”, said I, “thing of evil! –prophet still, if bird or devil!
By that heaven that bends above us –by that God we both adore –
Tell this soul with sorrow laden, if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore –
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore.”
Quoth the Raven, “Nevermore”.

“Be that word our sign of parting, bird or fiend!” I shrieked, upstarting –
“Get thee back into the tempest and the Night’s Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken! – quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!”
Quoth the Raven, “Nevermore”.

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon’s that is dreaming.
And the lamp-light o’er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted – nevermore!

PORTUGUÊS: O corvo (Tradução de Fernando Pessoa)

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P’ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais –
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo:
“É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
“Senhor”, eu disse, “ou senhora, de certo me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo
Tão levemente, batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi…” E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais –
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais,
Isto só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
“Por certo”, disse eu, “aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
É o vento, e nada mais.”

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um Corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nenhum momento,
Mas com ar sereno e lento pousou sobre os meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
“Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,
Ó velho Corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.”
Disse o Corvo, “Nunca mais”.

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome “Nunca mais”.

Mas o Corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento,
Perdido murmurei lento. “Amigos, sonhos – mortais
Todos – todos já se foram. Amanhã também te vais.”
Disse o Corvo, “Nunca mais”.

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
“Por certo”, disse eu, “são estas suas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entorno da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp’rança de seu canto cheio de ais
Era este “Nunca mais”.

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu’ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele “Nunca mais”.

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
“Maldito”, a mim disse, “deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!”
Disse o Corvo, “nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta! –
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, e esta noite e este segredo
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!”
Disse o Corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta! –
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida, se no Éden de outra vida,
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!”
Disse o Corvo, “Nunca mais”.

“Que esse grito nos aparte, ave ou diabo”, eu disse. “Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!”
Disse o Corvo, “Nunca mais”.

E o Corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda,
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais.
E a minh’alma dessa sombra que no chão há de mais e mais,
Libertar-se-á… nunca mais!


3º Texto em inglês com tradução em português

INGLÊS: The Stairs

When I was growing up, we lived in a little house with a full basement. Mom made the basement cozy with a rug covering the concrete floor and a couch and chair that we could play on. My brothers and I played down there a lot, and that was where we kept most of our toys and the things we treasured.

We went up and down those wooden stairs many times, and after a while they began to look pretty scuffed and scruffy. Mom decided she was going to paint them. That was in the days before quick-drying paints came into use, and it would take a full day for the paint to dry.

A couple of hours before Mom began to paint, she told us to bring up anything from the basement that we would be wanting during that day. “Think hard,” she said, “and be sure to bring up everything you might want to play with.”

The three of us – I was 10, my little brother Robby was 6, and my big brother was older than I – all scrambled downstairs and gathered up our prized possessions. Then Mom painted the stairs.

It wasn’t long after she had finished that I remembered something else I needed. Yes, I really needed it! It was very important, and I needed it right now!

I went to the top of the stairs and studied them. My legs were long, and I was pretty good at going down four steps at a time. So I thought, “If I hold onto the banister, I’ll only need to touch the very edge of three steps. That would leave only three tiny marks in the fresh paint. Mom likely won’t even notice”, I told myself. So I went down as I had planned.

I looked back at the stairs. Not very obvious, I thought, quite pleased with myself.

I found my forgotten treasure and returned to go back up the stairs. Whoops! Coming down had been one thing; going up would be quite different. It’s difficult to jump up stairs. I looked around at the basement windows. They were much too small to crawl through. “Why didn’t I think of this before?”, I scolded myself.

Now, with my treasure in my hands, it would be harder to balance on the edge of the steps. But I couldn’t stay in the basement all day. There was nothing to do but climb those freshly painted stairs.

By the time I reached the top, my shoes were sticky with paint and the marks of my climb were left very plainly behind me. I took of my shoes and ran to my bedroom where I buried myself in the bedcovers and waited. I was sad and sorry that I had messed up Mom’s paint job.

Tears were already trickling down my face when I heard my mother’s voice. “Robby! Why did you go down those stairs?” she asked my little brother angrily.

“I didn’t, Mom,” he answered. But since Robby always seemed to be getting into trouble, Mom didn’t believe him. And then I heard Robby crying as she began to punish him.

“Oh no!”, I thought. “I can’t let Robby take my punishment… that’s not fair!” I ran out of my bedroom, crying, “He didn’t do it, Mom. I did! It’s all my fault.”

PORTUGUÊS: A Escada

Quando criança, morávamos em uma pequena casa com um grande porão. Mamãe tornou o porão confortável com um tapete que cobria todo o chão de concreto e uma poltrona e cadeira com as quais podíamos brincar. Meus irmãos e eu brincávamos muito lá embaixo, e era ali que guardávamos a maior parte de nossos brinquedos e as coisas que eram valiosas para nós.

Subíamos e descíamos aqueles degraus de madeira diversas vezes, e logo eles começaram a ficar bastante gastos e sujos. Mamãe resolveu pintá-los. Isto foi na época antes que existissem tintas de secagem rápida, e levaria um dia inteiro para a tinta secar.

Algumas horas antes de Mamãe começar a pintar, ela nos disse para levar para cima tudo o que estava no porão que pudéssemos querer durante o dia. “Pensem bem”, ela disse, “e certifiquem-se de trazer para cima tudo aquilo com que irão querer brincar.”

Nós três – eu tinha 10 anos, meu irmãozinho Robby tinha 6, e meu irmão mais velho era maior que eu – descemos aos empurrões e juntamos as coisas de que gostávamos. Depois Mamãe pintou a escada.

Não foi muito tempo depois de ela ter terminado que me lembrei de algo mais de que precisava. Sim, eu precisava mesmo daquilo! Era algo muito importante, e eu precisava já!

Fui até o topo da escada e analisei os degraus. Minhas pernas eram compridas, e eu era bom em descer quatro degraus de cada vez. Assim, pensei, “Se me segurar no corrimão, só vou precisar tocar a beiradinha de três degraus. Isso só deixaria três pequenas marcas na tinta fresca. Mamãe provavelmente nem perceberia”, pensei comigo. Então desci a escada como tinha planejado.

Olhei para trás, para os degraus. Nem dava para perceber, pensei, bem satisfeito comigo mesmo.

Achei meu tesouro esquecido e virei-me para voltar a subir a escada. Êpa! Descer era uma coisa; subir seria bem diferente. É difícil subir uma escada pulando degraus. Olhei as janelas do porão. Eram muito pequenas para passar por elas. “Por que não pensei nisto antes?”, censurei a mim mesmo.

Quando cheguei ao topo, meus sapatos estavam grudentos com a tinta e as marcas de minha subida ficaram bem evidentes atrás de mim. Tirei meus sapatos e corri para meu quarto onde me enfiei sob as cobertas da cama e esperei. Estava triste e arrependido por ter estragado a pintura de Mamãe.

As lágrimas já começavam a escorrer por minha face quando escutei a voz irada de minha mãe. “Robby! Por que você desceu a escada?” perguntou brava a meu irmãozinho.

“Eu não desci, Mamãe,” respondeu ele. Mas já que Robby parecia estar sempre se metendo em confusão, Mamãe não acreditou nele. Aí escutei Robby chorando quando ela começou a castigá-lo.

“Oh não!, pensei. “Não posso deixar Robby levar meu castigo… não é justo!” Corri para fora de meu quarto, chorando, “Ele não fez isso, Mamãe. Fui eu! É tudo culpa minha.”


4º Texto em inglês com tradução em português

INGLÊS: The Beatles – I Want To Hold Your Hand (John Lennon/Paul Mcartney)

 Oh yeah

I’ll tell you something

I think you’ll understand

When I say that something

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

 

Oh, please! Say to me

You’ll let me be your man

And, please! Say to me

You’ll let me hold your hand

Now let me hold your hand

I wanna hold your hand

 

And when I touch you

I feel happy inside

It’s such a feeling that my love

I can’t hide

I can’t hide

I can’t hide

 

Yeah, you got that something

I think you’ll understand

When I say that something

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

 

And when I touch you

I feel happy inside

It’s such a feeling that my love

I can’t hide

I can’t hide

I can’t hide

 

Yeah, you got that something

I think you’ll understand

When I feel that something

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

I wanna hold your hand

PORTUGUÊS: Eu Quero Segurar sua Mão

Oh, sim

eu direi algo a você

Eu acho que você entenderá

Quando eu digo aquela coisa

Eu quero segurar a sua mão

Eu quero segurar a sua mão

Eu quero segurar a sua mão

 

Oh, por favor! Diga pra mim

Você deixará ser seu homem

E por favor! Diga pra mim

Você me deixará segurar sua mão

Agora deixe-me segurar sua mão

Eu quero segurar sua mão

 

E quando eu te toco

eu me sinto feliz por dentro

É um sentimento que meu amor

eu não consigo esconder

eu não consigo esconder

eu não consigo esconder

 

Sim, você tem algo assim

Eu acho que você entenderá

Quando eu digo aquela coisa

Eu quero segurar sua mão

Eu quero segurar sua mão

Eu quero segurar sua mão

 

E quando eu te toco

eu me sinto feliz por dentro

É como um sentimento que meu amor

Eu não consigo esconder

eu não consigo esconder

eu não consigo esconder

 

Sim, você tem algo assim

Eu acho que você entenderá

Quando eu disser essa coisa

Eu quero segurar sua mão

Eu quero segurar sua mão

Eu quero segurar sua mão

Eu quero segurar sua mão


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