Pequenos textos em inglês com tradução

Você provavelmente já está cansado de ouvir por aí que aprender inglês é um dos melhores investimentos que um ser humano pode fazer nos dias de hoje. Pois bem, pode soar repetitivo, mas isso não faz com que a afirmação seja menos verdadeira.

Ganhar fluência na língua inglesa pode te beneficiar de diversas maneiras. Currículo, viagens, intercâmbios… São diversas as ocasiões em que alguém bilíngue acaba tendo vantagens.

Para te ajudar na missão de ir cada vez mais fundo no domínio da língua de Shakespeare, separamos alguns pequenos textos com tradução. Confira!

livros

Os textos são simples e bem fáceis de ler. Assim, você poderá se familiarizar com os termos mais simples da língua inglesa. Tente não recorrer ao dicionário de imediato quando não entender uma palavra. Muitas vezes seu significado é revelado ao longo da leitura.


 

Introdução

INGLÊS

True Stories

A great way for learning a language! Read true stories and facts about life, nature and the universe, in bilingual, English and Portuguese, side by side texts. Practice your English or Portuguese!

  • PORTUGUÊS

Histórias de Verdade

Uma ótima forma de aprender um idioma! Leia histórias verdadeiras e fatos sobre a vida, a natureza e o universo, em textos bilíngues, inglês e português, lado a lado. Exercite seu inglês ou português!


 

1º Texto

  • INGLÊS

Bear Attack!
It was a pleasant, sunny day in August in a coastal village in New Brunswick, Canada. Damian and Danny both 16, decided to go for a walk on one of the woodland trails near the village. The thought of danger on that trail never crossed their minds, but within minutes they found themselves in an unusual and terrifying three-hour ordeal!

Life is often like that, isn’t it? Things seem to be going quite smoothly, but then suddenly, without warning, there is a serious accident or disease which changes everything. God’s Word, the holy Bible, says in Proverbs 27:1 “Boast not thyself of tomorrow; for thou knowest not what a day may bring forth.”

Very soon Danny and Damian saw an osprey nest in a tree in a blueberry field and stopped on the trail to look at it. They became aware that everything was strangely quiet – too quiet. When they looked around, there, about 30 feet behind them, was a large, black bear! It gave the boys quite a start, but they weren’t too afraid because they had read that black bears were shy and passive. They began to slowly walk away.

Suddenly the bear charged them! The boys knew there was no chance of outrunning the bear, and due to a recent forest fire there were no trees to climb. They hit the dirt and played dead, tucking in their arms and legs. They desperately hoped the bear would lose interest in them and go away. However, for some unknown reason, this bear was not reacting like most black bears.

He circled the two boys, sniffed them, reared up, whacked the bushes beside them, and even bit Damian’s shoe. After a while he seemed to lose interest in them, so the terrified boys made a dash for freedom. But this sparked the bear’s interest in them again, and he chased them. The bear was about to them, so they wisely played dead again.

Once more the bear circled them, then reared up on his hind legs. The two friends, frozen with fear, could hear his heavy breathing. Time seemed to stand still, but in reality several hours passed. The bear was in no hurry.

What followed was the worst part of all. The bear sniffed Damian and then Danny. Going back to Damian he pushed his snout in Damian’s ribs and tried to roll him over. Damian braced himself. Back to Danny again. The bear pulled off his boot, licked his leg and heel, and then bit Danny’s heel! After licking Danny’s toes he bit into the big toe! He licked Danny’s elbow next, and then decided to chew on the rubber boot for a while. Then he went back to Damian and bit him in his back parts, then to Danny, biting him in the same place.

Just when the boys thought he was retreating again, the bear decided to circle them another time. He pulled off Danny’s other boot and chewed on it. Finally, the bear retreated.

The two injured boys scrambled to their feet. They figured the bear might chase them again, so they ran as fast as they could to the end of the trail. They ran to the first house they saw and, thankfully, found the front door unlocked and ran right in. The angry bear, close behind, ripped clothes off the clothesline and tore the screen on the neighbor’s back door. But Danny and Damian were safe at last!

  • PORTUGUÊS

Atacados Por Um Urso!

Era um agradável e ensolarado dia de agosto em um vilarejo na costa de New Bruswick, Canadá. Damian e Danny, ambos com dezesseis anos, resolveram dar uma caminhada em uma das trilhas da floresta próxima à aldeia. Nunca lhes passou pela cabeça que pudesse existir qualquer perigo em andar por aquelas trilhas, mas não demorou para que se achassem envolvidos nas mais aterradoras três horas de suas vidas.
Geralmente a vida é assim. As coisas parecem estar bem tranquilas até que, de repente, sem nenhum aviso, acontece um acidente sério ou surge uma doença grave que muda tudo. A Palavra de Deus, a Bíblia sagrada, nos diz em Provérbios 27.1: “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará”.

Logo Danny e Damian encontraram um ninho de águia-pescadora sobre uma árvore em meio a um campo de amoreiras, e pararam para observá-lo. Eles notaram que tudo estava estranhamente quieto – quieto até demais. Quando olharam para trás, a menos de dez metros deles havia um enorme urso negro! Aquilo causou um imenso susto nos rapazes, mas não tiveram muito medo, pois haviam lido que os ursos negros costumam evitar as pessoas. Eles começaram então a se afastar vagarosamente.

Mas, de repente, o urso começou a correr em direção a eles. Os rapazes sabiam que é impossível se escapar de um urso correndo, e bem no lugar onde estavam não havia uma árvore baixa onde pudessem subir. Valendo-se de um último recurso, usado por caçadores em situações semelhantes, os dois se jogaram no chão e fingiram estar mortos, encolhendo-se para protegerem os braços e as pernas. Eles esperavam desesperadamente que o urso perdesse o interesse neles e fosse embora. Porém, por alguma razão desconhecida, o urso não estava reagindo como a maioria dos ursos negros.

Ele andou ao redor dos rapazes, cheirou-os, ergueu-se sobre as patas traseiras, deu tapas nos arbustos que havia atrás deles, e até mordeu o sapato de Damian. Depois de algum tempo, já parecia ter perdido o interesse nos rapazes; foi o suficiente para que os dois saíssem em disparada, tentando fugir. Mas aquilo despertou novamente o interesse do urso, que passou a persegui-los. O urso estava quase alcançando os dois, quando novamente resolveram fingir que estavam mortos.

Mais uma vez o urso andou ao redor deles, e voltou a se erguer sobre as patas traseiras. Os dois amigos, petrificados de medo, podiam escutar a respiração do urso próximo a eles. O tempo parecia haver parado, mas na verdade algumas horas se passaram. O urso parecia não ter pressa.

O que se seguiu foi a pior parte. O urso cheirou Damian e depois Danny. Voltando para Damian, enfiou seu focinho por debaixo do braço do rapaz e tentou virá-lo de barriga para cima. Damian ficou firme, todo encolhido. O urso voltou-se para Danny. Arrancou sua bota, lambeu sua perna e calcanhar, e então mordeu o calcanhar de Danny! Depois de lamber os dedos do pé de Danny, deu uma mordida em seu dedão! Então passou a lamber o cotovelo de Danny, e resolveu mastigar um pouco a bota de borracha. Voltou-se outra vez para Damian deu-lhe várias mordidas nas costas e nádegas, fazendo o mesmo com Danny.

Quando os jovens pensaram que o urso estava desistindo outra vez, ele resolveu voltar a andar ao redor dos rapazes novamente. Arrancou a outra bota de Danny e a mastigou. Finalmente o urso se afastou.

Os dois rapazes, feridos, puseram-se em pé. Achando que o urso poderia voltar a persegui-los, correram o mais que podiam até o fim da trilha. Foram em direção à primeira casa que encontraram e, felizmente, a porta da frente estava destrancada. Nem bem haviam entrado, chegou o urso feroz, arrancou as roupas do varal e rasgou a tela que havia na porta dos fundos. Mas agora Danny e Damian estavam a salvo!


 

2º Texto

  • INGLÊS

The Stairs

When I was growing up, we lived in a little house with a full basement. Mom made the basement cozy with a rug covering the concrete floor and a couch and chair that we could play on. My brothers and I played down there a lot, and that was where we kept most of our toys and the things we treasured.
We went up and down those wooden stairs many times, and after a while they began to look pretty scuffed and scruffy. Mom decided she was going to paint them. That was in the days before quick-drying paints came into use, and it would take a full day for the paint to dry.

A couple of hours before Mom began to paint, she told us to bring up anything from the basement that we would be wanting during that day. “Think hard,” she said, “and be sure to bring up everything you might want to play with.”

The three of us – I was 10, my little brother Robby was 6, and my big brother was older than I – all scrambled downstairs and gathered up our prized possessions. Then Mom painted the stairs.

It wasn’t long after she had finished that I remembered something else I needed. Yes, I really needed it! It was very important, and I needed it right now!

I went to the top of the stairs and studied them. My legs were long, and I was pretty good at going down four steps at a time. So I thought, “If I hold onto the banister, I’ll only need to touch the very edge of three steps. That would leave only three tiny marks in the fresh paint. Mom likely won’t even notice”, I told myself. So I went down as I had planned.

I looked back at the stairs. Not very obvious, I thought, quite pleased with myself.

I found my forgotten treasure and returned to go back up the stairs. Whoops! Coming down had been one thing; going up would be quite different. It’s difficult to jump up stairs. I looked around at the basement windows. They were much too small to crawl through. “Why didn’t I think of this before?”, I scolded myself.

Now, with my treasure in my hands, it would be harder to balance on the edge of the steps. But I couldn’t stay in the basement all day. There was nothing to do but climb those freshly painted stairs.

By the time I reached the top, my shoes were sticky with paint and the marks of my climb were left very plainly behind me. I took of my shoes and ran to my bedroom where I buried myself in the bedcovers and waited. I was sad and sorry that I had messed up Mom’s paint job.

Tears were already trickling down my face when I heard my mother’s voice. “Robby! Why did you go down those stairs?” she asked my little brother angrily.

“I didn’t, Mom,” he answered. But since Robby always seemed to be getting into trouble, Mom didn’t believe him. And then I heard Robby crying as she began to punish him.

“Oh no!”, I thought. “I can’t let Robby take my punishment… that’s not fair!” I ran out of my bedroom, crying, “He didn’t do it, Mom. I did! It’s all my fault.”

  • PORTUGUÊS

A Escada

Quando criança, morávamos em uma pequena casa com um grande porão. Mamãe tornou o porão confortável com um tapete que cobria todo o chão de concreto e uma poltrona e cadeira com as quais podíamos brincar. Meus irmãos e eu brincávamos muito lá embaixo, e era ali que guardávamos a maior parte de nossos brinquedos e as coisas que eram valiosas para nós.
Subíamos e descíamos aqueles degraus de madeira diversas vezes, e logo eles começaram a ficar bastante gastos e sujos. Mamãe resolveu pintá-los. Isto foi na época antes que existissem tintas de secagem rápida, e levaria um dia inteiro para a tinta secar.

Algumas horas antes de Mamãe começar a pintar, ela nos disse para levar para cima tudo o que estava no porão que pudéssemos querer durante o dia. “Pensem bem”, ela disse, “e certifiquem-se de trazer para cima tudo aquilo com que irão querer brincar.”

Nós três – eu tinha 10 anos, meu irmãozinho Robby tinha 6, e meu irmão mais velho era maior que eu – descemos aos empurrões e juntamos as coisas de que gostávamos. Depois Mamãe pintou a escada.

Não foi muito tempo depois de ela ter terminado que me lembrei de algo mais de que precisava. Sim, eu precisava mesmo daquilo! Era algo muito importante, e eu precisava já!

Fui até o topo da escada e analisei os degraus. Minhas pernas eram compridas, e eu era bom em descer quatro degraus de cada vez. Assim, pensei, “Se me segurar no corrimão, só vou precisar tocar a beiradinha de três degraus. Isso só deixaria três pequenas marcas na tinta fresca. Mamãe provavelmente nem perceberia”, pensei comigo. Então desci a escada como tinha planejado.

Olhei para trás, para os degraus. Nem dava para perceber, pensei, bem satisfeito comigo mesmo.

Achei meu tesouro esquecido e virei-me para voltar a subir a escada. Êpa! Descer era uma coisa; subir seria bem diferente. É difícil subir uma escada pulando degraus. Olhei as janelas do porão. Eram muito pequenas para passar por elas. “Por que não pensei nisto antes?”, censurei a mim mesmo.

Quando cheguei ao topo, meus sapatos estavam grudentos com a tinta e as marcas de minha subida ficaram bem evidentes atrás de mim. Tirei meus sapatos e corri para meu quarto onde me enfiei sob as cobertas da cama e esperei. Estava triste e arrependido por ter estragado a pintura de Mamãe.

As lágrimas já começavam a escorrer por minha face quando escutei a voz irada de minha mãe. “Robby! Por que você desceu a escada?” perguntou brava a meu irmãozinho.

“Eu não desci, Mamãe,” respondeu ele. Mas já que Robby parecia estar sempre se metendo em confusão, Mamãe não acreditou nele. Aí escutei Robby chorando quando ela começou a castigá-lo.

“Oh não!, pensei. “Não posso deixar Robby levar meu castigo… não é justo!” Corri para fora de meu quarto, chorando, “Ele não fez isso, Mamãe. Fui eu! É tudo culpa minha.”


 

Gostou dos nossos pequenos textos para treinar o seu inglês? Temos certeza de que agora, além de ter subido alguns degraus no idioma, você também ganhou capital cultural conhecendo algumas das maiores obras já escritas.

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